segunda-feira, 18 de julho de 2011

Uma trégua do lilás-neon-Las Vegas

"O título é trecho da Música: Hora do Mergulho, Engenheiros do Hawaií, composta por Humberto Gessinger"

Sei que na vida temos escolhas e que todas as escolhas são a causa de uma consequência. Tal consequência pode ser boa, ruim, mas sempre será consequência.

Tenho tantas coisas que me vêem à mente, como todo ser humano sou tão cheia de problemas, de metas, de objetivos, de alegrias, de situações que me fazem bem, de situações que me fazem mal.

Eu sempre falo: melhor tirar tudo que faz mal pra você de sua vida!

Mas e quando o "mal" que te faz mal não é causado por você? Quando você sente que há a esperança em se resolver um problema?

Ontem eu pensei bastante em dissipar todo o mal, cortar tudo, quebrar toda a corrente, mas ainda bem que meus momentos felizes me fizeram ver que tal atitude seria tão imatura, que eu me arrependeria por não tentar por algo que tem um valor inestimável e, até novo, pra mim.

Poderia procurar me prender a várias coisas: leitura, risadas, piadas, música, Deus. Mas o problema estaria lá. Lógico que sei que preciso de uma base, de paciência...

Uma vez, conversando com meu irmão, ele me falou mais ou menos assim: "Se você pedir paciência de Deus, Ele vai te dar momentos em que seja preciso usar a paciência. Se você pedir sabedoria, Ele vai te dar momentos para eu me mostrar sábia."

Ou seja, não adianta fugir de um problema só porque você sofre por ele, se nada for resolvido, ele estará lá, podem passar tempos, semanas, anos, mas ele vai aparecer enquanto não resolvermos.

Não adianta fugir, nem correr atrás, só é preciso sentir-se pronto, mostrar-se pronto.

No momento eu quero paz, mas eu só preciso saber as armas certas pra eu usar...

"esqueça a luz... respire fundo. Eu sou um déspota esclarecido nessa escura e profunda mediocracia." (Gessinger, Hora do Mergulho)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Meu Brasil de Hoje em Dia

Com o decorrer do tempo vi acontecer em minha vida o que amigos mais velhos, parentes mais velhos, desconhecidos mais velhos me falavam. Quando vamos envelhecedendo, adquirindo experiências, nossa forma de ver o mundo sai daquela idéia utópica de um “novo mundo” para se ajustar para o real mundo.

Lembro que, quando criança, pegava aquelas revistas de arquitetura, jardinagem, de casas bonitas e eu falava que eu iria ser fácil ter uma casa daquelas, que fosse eu querer e pronto. Quando fui vendo como é a realidade, que tinha que estudar, trabalhar para ter tudo isso, meus sonhos foram se ajustando à realidade. Eu tenho ambições ainda, mas deixou de ser algo surreal.

Enfim, meu post não tem nada a ver com arquitetura, infância e afins, só citei para me fazer entender.

Uma vez comentei em meu twitter sobre minha redação de primário, ginásio, ensino médio. Quando o assunto era emprego, educação, transporte, violência infantil, eu usava muito o termo “O Brasil de hoje em dia...”.
Deu-me um aperto no coração porque, apesar de inovações tecnológicas, o “meu” Brasil continua sendo o mesmo que naquela época foi de “hoje em dia”. Não sei se as pessoas estão lutando errado, se eu estou lutando errado. Se a colaboração com o país está sendo formada somente por ideologias, opiniões. Vejo tanta gente querendo que o país mude e ao mesmo tempo vejo as mesmas pessoas não mudarem, se acomodarem.

Sei que nossos governantes têm uma grande responsabilidade no setor social, educacional, mas vemos poucos agirem de forma eficaz. Enquanto isso vejo pessoas que se acomodam no que eles podem oferecer, se for enxergar, na real, está cada um por si e pronto.

Cansa ver pessoas cobrando dos políticos programas “mesquinhos” ou que contribuem para a pobreza. Acho que bolsas que oferecem dinheiro para pessoas mais carentes são viáveis, porém me parecem que estes programas são somente “jogados” e não oferecidos à sociedade, seria bom uma fiscalização efetiva (não citarei a “mais efetiva” porque a meu ver, fiscalização não existe).

É certo lutarmos para que nossos políticos sejam verdadeiramente políticos. Eu só não acho certo fazer “alarde” para “se aparecer” como “movimentador”. As atitudes do nosso dia precisam fazer jus ao que defendemos.

Eu acredito na política, mas não acredito em alguns políticos do Brasil. Antes (quando criança) achava que “o sistema” não interferia tanto na minha vida, hoje eu vejo a importância que eles possuem em minha vida, nem que seja para atrapalhá-la. Sei que posso dar minha contribuição para o mundo me profissionalizando, me aperfeiçoando, mas também sei que se o governo fosse governo de verdade, ele traria contribuições para tal, sem precisarmos recorrer a órgãos privados.